O primeiro dia
Alguém já se perguntou o motivo de acordarmos cedo? Uma vez, eu li em um livro que dizem que se você começar o dia mais cedo poderá aproveitar muito mais, mas sinceramente? É UMA GRANDE MENTIRA, pois se eu pudesse dormir mais um pouquinho, não iria achar ruim e não começaria meu dia com um mal humor daqueles.
ARG pare de apitar - tentava apertar o botão do despertador, mas não funcionava em absolutamente nada, a porcaria continuava apitando - Desisto de você também. - eram cinco e meia da manhã e estava chovendo e eu estava acordada, com raiva e precisando de um banho.
Fui até o banheiro para tomar banho, e quando entrei no box que abri o chuveiro a água estava tão gelada que dei um pulo pra trás e taquei minha cabeça na parede - Ai, ai - encostei minha mão onde havia batido e sai do box pra mudar a temperatura da água, mas não estava funcionando, então pensei :" Se é pra ficar acordada, então vamos nessa". E assim, eu tomei o banho mais gelado de toda a minha vida. Sem contar que o despertador e o telefone estavam me deixando louca de tanto que não paravam de tocar. Andei em direção ao quarto toda molhada me perguntando o motivo de ter comprado um telefone e um despertador.
Alo? Quem é? - disse em um tom ríspido.
Você se lembra qual ónibus você tem que pegar? - disse Charlotte, aparentemente, dando uma gargalhada
Claro que eu lembro, ah Charl não me amole - e desliguei. Andei em direção ao despertador e o joguei contra a parede e acredite se quiser a porcaria só conseguiu parar de fazer barulho quando eu fiquei pulando em cima dela.
Estava na parada de ónibus, esperando-o ansiosamente, para não dizer ao contrario, e olhei no relógio, eram 6:00 horas, ótimo, não estava atrasada. Olhava para o lado esperando meu ónibus, em baixo de meu guarda chuva que havia resolvido quebrar bem na hora em que começou a chover mais grosso. Vi meu ónibus chegando e dei o sinal para que ele parasse, e ele parou, mas antes resolveu que ia molhar todos que estavam na parada esperando-o. E lá estava eu, na chuva, com um saco de legumes em uma mão, um guarda chuva que não queria fechar e dentro de ónibus lotado de gente, no meio da passagem das pessoas que tentavam passar na roleta, e esqueci de mencionar que eu não precisava me segurar, pois não tinha mãos o suficiente pra isso e as pessoas me seguravam de tão lotado que o ónibus estava.
Enquanto o tempo passava, o ónibus começou a não parar nas paradas, pois estava tão cheio de gente que nenhum cristão, em sã consciência, entraria dentro de um ónibus daquele, talvez, entrasse se não estivesse chovendo. Uma meia hora depois algumas pessoas já haviam saído e uma senhora muito gentil havia pedido minha sacola para segurar. Havia uma moça de cabelo vermelho ao meu lado, acho que meu guarda chuva era da mesma cor do cabelo dela, pois ambos eram bem vermelhos, bom, meu guarda chuva estava um pouco atrás da moça, e eu estava conseguindo me segurar muito bem com só uma única mão, mas se você acha que eu consegui me segurar quando o louco do motorista deu um freio e todos que estavam dentro do ónibus se seguraram está muito enganado, sem querer uma moça se apoiou em mim e foi efeito dominó, acabei caindo um pouco para o lado da moça de cabelo vermelho e meu guarda chuva abriu entre as pernas dela, e a moça simplesmente virou pra trás e chamou o cara que estava atrás dela de tarado, foi mais ou menos assim:
Você não tem vergonha nessa cara, seu tarado? - ela praticamente gritava - Seu imoral, seu tarado, seu pervertido - e continuou com alguns xingamentos que eu prefiro não comentar.
Mas eu não fiz nada minha senhora - ele olhava pra ela sem acreditar no que ela falava - Pare de mentir, pois eu não fiz nada. Sua doida, doida!
Bom, a confusão já estava feita, e quem ia ligar pra uma baixinha como eu? Ninguém, a não ser que eu gritasse e foi o que eu fiz
Moça! - gritei, praticamente ao berros, e assim todos do ónibus olharam pra mim - Foi o meu guarda chuva que abriu na hora que o motorista deu o freio, portanto foi o meu guarda chuva que assediou a senhora e não esse senhor que está atrás de você. - não deu outra, todos do ónibus estavam rindo, eu estava rindo, o homem atrás da mulher estava rindo e ela estava com muita vontade de rir, pelo menos era o que mostrava, mas ainda segurava sua cara de raiva, então, ela se virou e ficou olhando pra janela, enquanto eu dava gargalhadas.
Aquilo sim animou meu dia, quando o ónibus parou três paradas depois do acontecido eu desci com minhas coisas e a chuva já havia parado, mas continuava rindo. Andei até o restaurante de luxo, onde meu futuro chefe me aguardava. E entrei toda contente e feliz, mas acho que ele não estava tão animado, pois me olhava sério e com um ar de raiva. SERÁ QUE EU TINHA FEITO ALGUMA COISA DE ERRADO? JÁ?!
Alo? Quem é? - disse em um tom ríspido.
Você se lembra qual ónibus você tem que pegar? - disse Charlotte, aparentemente, dando uma gargalhada
Claro que eu lembro, ah Charl não me amole - e desliguei. Andei em direção ao despertador e o joguei contra a parede e acredite se quiser a porcaria só conseguiu parar de fazer barulho quando eu fiquei pulando em cima dela.
Estava na parada de ónibus, esperando-o ansiosamente, para não dizer ao contrario, e olhei no relógio, eram 6:00 horas, ótimo, não estava atrasada. Olhava para o lado esperando meu ónibus, em baixo de meu guarda chuva que havia resolvido quebrar bem na hora em que começou a chover mais grosso. Vi meu ónibus chegando e dei o sinal para que ele parasse, e ele parou, mas antes resolveu que ia molhar todos que estavam na parada esperando-o. E lá estava eu, na chuva, com um saco de legumes em uma mão, um guarda chuva que não queria fechar e dentro de ónibus lotado de gente, no meio da passagem das pessoas que tentavam passar na roleta, e esqueci de mencionar que eu não precisava me segurar, pois não tinha mãos o suficiente pra isso e as pessoas me seguravam de tão lotado que o ónibus estava.
Enquanto o tempo passava, o ónibus começou a não parar nas paradas, pois estava tão cheio de gente que nenhum cristão, em sã consciência, entraria dentro de um ónibus daquele, talvez, entrasse se não estivesse chovendo. Uma meia hora depois algumas pessoas já haviam saído e uma senhora muito gentil havia pedido minha sacola para segurar. Havia uma moça de cabelo vermelho ao meu lado, acho que meu guarda chuva era da mesma cor do cabelo dela, pois ambos eram bem vermelhos, bom, meu guarda chuva estava um pouco atrás da moça, e eu estava conseguindo me segurar muito bem com só uma única mão, mas se você acha que eu consegui me segurar quando o louco do motorista deu um freio e todos que estavam dentro do ónibus se seguraram está muito enganado, sem querer uma moça se apoiou em mim e foi efeito dominó, acabei caindo um pouco para o lado da moça de cabelo vermelho e meu guarda chuva abriu entre as pernas dela, e a moça simplesmente virou pra trás e chamou o cara que estava atrás dela de tarado, foi mais ou menos assim:
Você não tem vergonha nessa cara, seu tarado? - ela praticamente gritava - Seu imoral, seu tarado, seu pervertido - e continuou com alguns xingamentos que eu prefiro não comentar.
Mas eu não fiz nada minha senhora - ele olhava pra ela sem acreditar no que ela falava - Pare de mentir, pois eu não fiz nada. Sua doida, doida!
Bom, a confusão já estava feita, e quem ia ligar pra uma baixinha como eu? Ninguém, a não ser que eu gritasse e foi o que eu fiz
Moça! - gritei, praticamente ao berros, e assim todos do ónibus olharam pra mim - Foi o meu guarda chuva que abriu na hora que o motorista deu o freio, portanto foi o meu guarda chuva que assediou a senhora e não esse senhor que está atrás de você. - não deu outra, todos do ónibus estavam rindo, eu estava rindo, o homem atrás da mulher estava rindo e ela estava com muita vontade de rir, pelo menos era o que mostrava, mas ainda segurava sua cara de raiva, então, ela se virou e ficou olhando pra janela, enquanto eu dava gargalhadas.
Aquilo sim animou meu dia, quando o ónibus parou três paradas depois do acontecido eu desci com minhas coisas e a chuva já havia parado, mas continuava rindo. Andei até o restaurante de luxo, onde meu futuro chefe me aguardava. E entrei toda contente e feliz, mas acho que ele não estava tão animado, pois me olhava sério e com um ar de raiva. SERÁ QUE EU TINHA FEITO ALGUMA COISA DE ERRADO? JÁ?!
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