terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uma mulher nada comum [4]
Jantar a três ?
- Bom dia, senhor ! - disse alegremente para meu chefe.
- Bom dia, Aurora, você está cinco minutos atrasada - ele olhou para o relógio da sala de recepção e fez uma cara de reprovação. - Não faça isso de novo - ele me olhou de cima para baixo, deu um meio sorriso, virou-se e disse em um tom sério - Vamos para a cozinha.
Aquele homem realmente não gostava de mim, e se ele não gostava por que me pediu pra trabalhar lá? Que cara chato. Começava a segui-lo em direção a cozinha, estava muito ansiosa, não era todo dia que trabalhava-se como chefe principal de um restaurante famoso.
- Atenção, todos atenção! Essa é a senhorita Aurora, nova chefe de vocês, por favor esclareção tudo a ela - ele disse aos outros cozinheiros e virou-se para mim - E a senhora, mais tarde passe na minha sala, com licença.
- Toda. - sorri para ele e olhei para todos os cozinheiros a minha frente
Nenhum deles prestou muita atenção em mim, apenas uma das moças que estava fazendo um molho com vinho me olhou e me entregou um papel, que era o cardápio que iriamos fazer hoje como prato principal. Olhei, estudei, e perguntei que horas o restaurante abria, mas ninguém prestou muita atenção.
Eram nove horas da noite e eu já estava cansada e estressada naquela cozinha, afinal, ninguém falava quase nada. Parece que o último chefe se encarregou de fazer todos os cardápios, que nunca mudaram, e encarregou cada um de fazer algo, então, meio que não precisava mais dar ordens e nem experimentar muita coisa. Digo isso porque eu fui pedir gentilmente a um cozinheiro para eu experimentar o cabelo de anjo que ficaria em uma das sobremesas e ele se recusou!
- Aurora? - disse meu chefe me olhando com aqueles enormes olhos castanhos e um sorriso nos lábios, acho que era a primeira vez que estava vendo ele sorrir.
- Pois não chefe? - sorrio para ele, enquanto ajeitava a calda de chocolate.
- Chamaram você na mesa três - ele saiu sorrindo e fui direto pra mesa três depois de acabar de fazer a sobremesa da mesa dez.
Sai da cozinha altamente animada, será que iria ganhar o meu primeiro elogio ? Quando cheguei na mesa três dei de cara com ele, aquele crápula, o que ele estava fazendo ali? Respirei fundo, fui até perto de Lucas e Patricia e com um enorme sorriso falso nos lábios disse:
- Olá, estão gostando do jantar?
- Aurora?! - ambos olharam pra mim com uma cara de susto, é , talvez, meu ex marido e a sua amante realmente não saibam que aqui é meu novo trabalho. Se bem que... devido a descoberta eu nem tive a chance de contar.
- Olá, como estão? - continuava a sorrir para eles, como se tivesse alguma coisa puxando a minha boca para que eu ficasse lá sorrindo.
- Estamos bem, não sabíamos que estava trabalhando como chefe aqui. - disse Lucas, levantando-se e puxando uma cadeira para mim. Ele é o tipo de homem encantador de contos de fadas, ele é alto, bonito, elegante, olhos verdes, branco feito folha de papel, loiro, tudo o que normalmente existe em contos de fadas, pena que ele transformou o meu final feliz em uma bela tragedia grega.
- Obrigada. Sim, estou trabalhando como chefe geral aqui, e vocês, estão gostando do jantar? - olhei para Lucas, que já estava sentado de novo e depois para Patricia, até que ela não era nada mal, loira, alta, de olhos castanhos e se não fosse pela pequena barriga de gravidez, diria que ela era magra feito um palito de dente.
- Estamos adorando, esse sufle de chocolate com maracujá é delicioso - ela sorrio e passou a mão na barriga - E eu acho que o nosso bebe também gostou - então, ela pegou na mão do Lucas e os dois se olharam, pareciam um casal feliz, com um bebe feliz, com uma vida feliz e o que eu estava fazendo ali na vida feliz deles?! Será que eu havia pirado de vez?! Ele me traiu com ela, ela está me jogando na cara que vai ter um filho com ele, e ambos estão me mostrando como eles são felizes e satisfeitos juntos! Eu só posso ser maluca por não estar fazendo nada.
- Aurora, precisamos de você na cozinha - disse meu chefe com um tom de preocupação, e agora? Será que aqueles cozinheiros haviam colocado fogo na cozinha?!
- Sim chefe, já estou indo. - olhei para Patricia e Lucas e fui logo me levantando e ajeitando a cadeira - Bom, espero que estejam realmente gostando do jantar e voltem quando quiser, ficarei satisfeita com a presença de vocês, mas agora eu preciso ir, o trabalho me chama - acho que não escutei muita coisa depois disso, talvez, um tchau ou um de nada ou algo do tipo, porque fui quase correndo para a cozinha, como se ela realmente tivesse incendiando e só eu pudesse salvá-la.
Pena que não estava, era só um pretexto pro meu chefe dizer: " Volte já ao trabalho sua inútil, e pare de conversar besteira com os clientes!". Bom, pelo menos ele me salvou.
- Aurora, você está bem? - ele me disse em um tom, aparentemente, de preocupação e ficou me olhando.
- Obrigada, chefe - sorri para ele e entrei na cozinha.
sábado, 2 de julho de 2011
Uma mulher nada comum [3]
O primeiro dia
Alguém já se perguntou o motivo de acordarmos cedo? Uma vez, eu li em um livro que dizem que se você começar o dia mais cedo poderá aproveitar muito mais, mas sinceramente? É UMA GRANDE MENTIRA, pois se eu pudesse dormir mais um pouquinho, não iria achar ruim e não começaria meu dia com um mal humor daqueles.
ARG pare de apitar - tentava apertar o botão do despertador, mas não funcionava em absolutamente nada, a porcaria continuava apitando - Desisto de você também. - eram cinco e meia da manhã e estava chovendo e eu estava acordada, com raiva e precisando de um banho.
Fui até o banheiro para tomar banho, e quando entrei no box que abri o chuveiro a água estava tão gelada que dei um pulo pra trás e taquei minha cabeça na parede - Ai, ai - encostei minha mão onde havia batido e sai do box pra mudar a temperatura da água, mas não estava funcionando, então pensei :" Se é pra ficar acordada, então vamos nessa". E assim, eu tomei o banho mais gelado de toda a minha vida. Sem contar que o despertador e o telefone estavam me deixando louca de tanto que não paravam de tocar. Andei em direção ao quarto toda molhada me perguntando o motivo de ter comprado um telefone e um despertador.
Alo? Quem é? - disse em um tom ríspido.
Você se lembra qual ónibus você tem que pegar? - disse Charlotte, aparentemente, dando uma gargalhada
Claro que eu lembro, ah Charl não me amole - e desliguei. Andei em direção ao despertador e o joguei contra a parede e acredite se quiser a porcaria só conseguiu parar de fazer barulho quando eu fiquei pulando em cima dela.
Estava na parada de ónibus, esperando-o ansiosamente, para não dizer ao contrario, e olhei no relógio, eram 6:00 horas, ótimo, não estava atrasada. Olhava para o lado esperando meu ónibus, em baixo de meu guarda chuva que havia resolvido quebrar bem na hora em que começou a chover mais grosso. Vi meu ónibus chegando e dei o sinal para que ele parasse, e ele parou, mas antes resolveu que ia molhar todos que estavam na parada esperando-o. E lá estava eu, na chuva, com um saco de legumes em uma mão, um guarda chuva que não queria fechar e dentro de ónibus lotado de gente, no meio da passagem das pessoas que tentavam passar na roleta, e esqueci de mencionar que eu não precisava me segurar, pois não tinha mãos o suficiente pra isso e as pessoas me seguravam de tão lotado que o ónibus estava.
Enquanto o tempo passava, o ónibus começou a não parar nas paradas, pois estava tão cheio de gente que nenhum cristão, em sã consciência, entraria dentro de um ónibus daquele, talvez, entrasse se não estivesse chovendo. Uma meia hora depois algumas pessoas já haviam saído e uma senhora muito gentil havia pedido minha sacola para segurar. Havia uma moça de cabelo vermelho ao meu lado, acho que meu guarda chuva era da mesma cor do cabelo dela, pois ambos eram bem vermelhos, bom, meu guarda chuva estava um pouco atrás da moça, e eu estava conseguindo me segurar muito bem com só uma única mão, mas se você acha que eu consegui me segurar quando o louco do motorista deu um freio e todos que estavam dentro do ónibus se seguraram está muito enganado, sem querer uma moça se apoiou em mim e foi efeito dominó, acabei caindo um pouco para o lado da moça de cabelo vermelho e meu guarda chuva abriu entre as pernas dela, e a moça simplesmente virou pra trás e chamou o cara que estava atrás dela de tarado, foi mais ou menos assim:
Você não tem vergonha nessa cara, seu tarado? - ela praticamente gritava - Seu imoral, seu tarado, seu pervertido - e continuou com alguns xingamentos que eu prefiro não comentar.
Mas eu não fiz nada minha senhora - ele olhava pra ela sem acreditar no que ela falava - Pare de mentir, pois eu não fiz nada. Sua doida, doida!
Bom, a confusão já estava feita, e quem ia ligar pra uma baixinha como eu? Ninguém, a não ser que eu gritasse e foi o que eu fiz
Moça! - gritei, praticamente ao berros, e assim todos do ónibus olharam pra mim - Foi o meu guarda chuva que abriu na hora que o motorista deu o freio, portanto foi o meu guarda chuva que assediou a senhora e não esse senhor que está atrás de você. - não deu outra, todos do ónibus estavam rindo, eu estava rindo, o homem atrás da mulher estava rindo e ela estava com muita vontade de rir, pelo menos era o que mostrava, mas ainda segurava sua cara de raiva, então, ela se virou e ficou olhando pra janela, enquanto eu dava gargalhadas.
Aquilo sim animou meu dia, quando o ónibus parou três paradas depois do acontecido eu desci com minhas coisas e a chuva já havia parado, mas continuava rindo. Andei até o restaurante de luxo, onde meu futuro chefe me aguardava. E entrei toda contente e feliz, mas acho que ele não estava tão animado, pois me olhava sério e com um ar de raiva. SERÁ QUE EU TINHA FEITO ALGUMA COISA DE ERRADO? JÁ?!
Alo? Quem é? - disse em um tom ríspido.
Você se lembra qual ónibus você tem que pegar? - disse Charlotte, aparentemente, dando uma gargalhada
Claro que eu lembro, ah Charl não me amole - e desliguei. Andei em direção ao despertador e o joguei contra a parede e acredite se quiser a porcaria só conseguiu parar de fazer barulho quando eu fiquei pulando em cima dela.
Estava na parada de ónibus, esperando-o ansiosamente, para não dizer ao contrario, e olhei no relógio, eram 6:00 horas, ótimo, não estava atrasada. Olhava para o lado esperando meu ónibus, em baixo de meu guarda chuva que havia resolvido quebrar bem na hora em que começou a chover mais grosso. Vi meu ónibus chegando e dei o sinal para que ele parasse, e ele parou, mas antes resolveu que ia molhar todos que estavam na parada esperando-o. E lá estava eu, na chuva, com um saco de legumes em uma mão, um guarda chuva que não queria fechar e dentro de ónibus lotado de gente, no meio da passagem das pessoas que tentavam passar na roleta, e esqueci de mencionar que eu não precisava me segurar, pois não tinha mãos o suficiente pra isso e as pessoas me seguravam de tão lotado que o ónibus estava.
Enquanto o tempo passava, o ónibus começou a não parar nas paradas, pois estava tão cheio de gente que nenhum cristão, em sã consciência, entraria dentro de um ónibus daquele, talvez, entrasse se não estivesse chovendo. Uma meia hora depois algumas pessoas já haviam saído e uma senhora muito gentil havia pedido minha sacola para segurar. Havia uma moça de cabelo vermelho ao meu lado, acho que meu guarda chuva era da mesma cor do cabelo dela, pois ambos eram bem vermelhos, bom, meu guarda chuva estava um pouco atrás da moça, e eu estava conseguindo me segurar muito bem com só uma única mão, mas se você acha que eu consegui me segurar quando o louco do motorista deu um freio e todos que estavam dentro do ónibus se seguraram está muito enganado, sem querer uma moça se apoiou em mim e foi efeito dominó, acabei caindo um pouco para o lado da moça de cabelo vermelho e meu guarda chuva abriu entre as pernas dela, e a moça simplesmente virou pra trás e chamou o cara que estava atrás dela de tarado, foi mais ou menos assim:
Você não tem vergonha nessa cara, seu tarado? - ela praticamente gritava - Seu imoral, seu tarado, seu pervertido - e continuou com alguns xingamentos que eu prefiro não comentar.
Mas eu não fiz nada minha senhora - ele olhava pra ela sem acreditar no que ela falava - Pare de mentir, pois eu não fiz nada. Sua doida, doida!
Bom, a confusão já estava feita, e quem ia ligar pra uma baixinha como eu? Ninguém, a não ser que eu gritasse e foi o que eu fiz
Moça! - gritei, praticamente ao berros, e assim todos do ónibus olharam pra mim - Foi o meu guarda chuva que abriu na hora que o motorista deu o freio, portanto foi o meu guarda chuva que assediou a senhora e não esse senhor que está atrás de você. - não deu outra, todos do ónibus estavam rindo, eu estava rindo, o homem atrás da mulher estava rindo e ela estava com muita vontade de rir, pelo menos era o que mostrava, mas ainda segurava sua cara de raiva, então, ela se virou e ficou olhando pra janela, enquanto eu dava gargalhadas.
Aquilo sim animou meu dia, quando o ónibus parou três paradas depois do acontecido eu desci com minhas coisas e a chuva já havia parado, mas continuava rindo. Andei até o restaurante de luxo, onde meu futuro chefe me aguardava. E entrei toda contente e feliz, mas acho que ele não estava tão animado, pois me olhava sério e com um ar de raiva. SERÁ QUE EU TINHA FEITO ALGUMA COISA DE ERRADO? JÁ?!
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